Atente-se ao FOCO DO CLIENTE
- Christiano Guimarães

- 7 de abr.
- 2 min de leitura
Muita publicidade ainda erra na mira. Investe em campanha, paga mídia, produz conteúdo… e fala mais de si do que de quem realmente importa. É o clássico: “somos líderes”, “temos tradição”, “somos os melhores”. Bonito no papel. Irrelevante para quem está do outro lado.
O cliente não acorda pensando na sua empresa.
Ele acorda com problema. Com meta. Com dor. Com alguma coisa que precisa resolver ou melhorar. E, na cabeça dele, a pergunta é direta: “o que isso muda na minha vida?”. Se a sua comunicação não responde isso nos primeiros segundos, você já perdeu.
O erro não é técnico. É de foco.
Empresas continuam falando de si porque acreditam que autoridade vende. Em parte, até ajuda. Mas não é o que inicia a compra. Ninguém decide comprar porque você tem 20 anos de mercado. Decide porque viu valor claro na solução.
E valor, aqui, não é característica. É transformação.
Quando você diz “meu café é o melhor”, está falando de você. Quando diz “seu dia começa melhor com o meu café”, está falando do cliente. Parece detalhe. Não é. É estrutura de comunicação.
O primeiro é ego. O segundo é conexão.
E conexão vende.
Outro ponto ignorado: o cliente não tem obrigação nenhuma de entender o seu negócio. Você que precisa traduzir. Quanto mais ele tiver que interpretar, menos ele compra. Comunicação boa não é a que impressiona — é a que facilita decisão.
E facilitar decisão exige empatia real, não discurso ensaiado.
Quer vender mais? Inverta a lógica.
Comece pela dor do cliente. Mostre que você entende o cenário dele. Nomeie o problema melhor do que ele mesmo conseguiria. Faça ele pensar: “é exatamente isso que eu estou passando”. Só depois disso apresente a solução.
Nesse momento, você deixa de ser mais uma empresa falando… e passa a ser alguém que entende.
E quem entende, ganha atenção.
A partir daí, sim, você pode falar do seu produto, da sua entrega, do seu diferencial. Mas já não é mais um discurso vazio. É resposta para algo que o cliente já reconheceu como importante.
Empresas que dominam isso não precisam gritar. Não precisam inflar promessa. Não precisam depender de desconto para converter.
Porque não estão vendendo produto.
Estão resolvendo problema.
Se a sua comunicação ainda começa falando de você, está invertendo a lógica básica de venda.
E, no fim das contas, é simples: quem compra não quer ouvir sua história. Quer saber como a sua história melhora a dele.
Se continuar falando sozinho, vai continuar vendendo pouco. É tipo discurso em sala vazia — tecnicamente perfeito, mas completamente inútil.
Christiano Guimarães


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